terça-feira, 7 de julho de 2015

SOCIEDADE SEM PECADO


O Pr. John Mac Arthur no prefacio de seu livro SOCIEDADE SEM PECADO, publicado aqui no Brasil pela editora Cultura Cristã, escreve o que se segue, que desejo compartilhar com os leitores deste meu Blog.


            Vivemos numa cultura que elevou o orgulho ao status de uma virtude. A sociedade atual nos incentiva a buscar auto-estima, sentimentos positivos e dignidade pessoal. A mesmo tempo, a responsabilidade moral esta sendo substituída pelo vitimismo, que ensina as pessoas a culparem outro pelos seus fracassos e iniquidades pessoais. Na verdade, os ensinos bíblicos sobre a corrupção humana, o pecado, a culpa, o arrependimento e a humildade não são compatíveis com quaisquer dessas ideias.

            A igreja tem sido por demais propensa a aceitar os modismos da opinião secular especificamente no que se refere a psicologia e a auto-estima. Os cristãos meramente repercutem o pensamento do mundo quanto a psicologia da culpa e a importância de sentir-se bem a respeito de si mesmo. O efeito prejudicial disso na vida da igreja dificilmente pode ser subestimado.

            Em nenhuma outra área houve mais prejuízos do que no modo com que os cristãos professos lidam com o próprio pecado. Há duas décadas, no mínimo, pregando aos cristão pelos pais, observei o desenvolvimento dessa tendência desanimadora. A igreja como um todo está se tornando cada vez menos preocupada com o pecado, e mais obsecada com a auto-insenção e a auto-estima.  Rapidamente os cristãos estão perdendo a visão do pecado como a raiz de todos os males. Explicitamente, muitos cristãos estão negando que seu próprio pecado seja a causa de suas angustias. Cada vez mais estão tentando explicar o dilema humano em termos totalmente não-bíblicos; temperamento, vícios, famílias desestruturadas, a criança interior, co-dependência e uma grande quantidade de outros mecanismos irresponsáveis de fuga promovidos pela psicologia secular.

            O impacto potencial de tal tendência é estarrecedor.  Afaste a realidade do pecado e você eliminará a possibilidade de arrependimento. Anule a doutrina da corrupção humana e você invalidará o plano de salvação. Apague a noção da culpa pessoal e você eliminará a necessidade de um Salvador. Destrua a consciência humana e você levantará um geração imoral e irredimível. A igreja não pode se juntar ao mundo nesse empreendimento completamente satânico. Agir assim é destruir o verdadeiro evangelho que fomos chamados a proclamar.